2018 - Metas

Sempre fui uma pessoa inconstante. Logo no começo da minha vida/carreira, eu achava que isso seria o meu maior obstáculo a ser enfrentado. Com o tempo, aceitei que eu era assim, minha natureza, e que isso ao invés de ser um grande revés, seria uma dos meus grandes trunfos. Sim, estou sempre ali, à procura do novo, da vida nova, de um caminho novo. O que era incerto, se tornou meu trunfo de vida, de inquietude.

Em 2018, marco um ciclo de 4 anos profissionais, eu já sei que é o meu tempo máximo de estagnação, são sempre em 4 anos que eu dou guinadas maiores, tangencio tudo. E nesse ano não será diferente.

 1. Simplificar minha empresa

Tudo na vida envelhece, e as empresas também envelhecem. Percebi isso em 2017 e sei que é hora de tomar decisões em 2018. A principal delas é simplificar a operação da empresa. Tempo gasto demais, gerenciando gente demais, fornecedores demais, problemas demais. Simplificar significa enxugar tudo que se pode cortar. Não só coisa morta, mas tudo que pode-se desfazer para voltar a respirar e crescer.

Escolher é perder.

 2. Focar em Produtos (ou Voltando à minha natureza)

Quando se abre um negócio, o ponto inicial é buscar o equilíbrio financeiro, operar o mais rápido possível no azul. Na minha busca por criar uma empresa de produtos, tive que topar fazer alguns serviços, como uma forma de monetizar e conseguir estruturar uma equipe, equipamentos, etc.

O problema é que esse círculo é vicioso e é preciso definir limites de ganhos/tamanho para os serviços, senão você fica refém deles e trabalha-se apenas para zerar a conta. Todo mês.

 3. Produtizar tudo

Sabendo que não há a chance de corta serviços de uma só vez, o plano agora é transformar todas as oportunidades de serviço em possíveis produtos escaláveis e vendáveis. Um relatório, um envio de pesquisa, uma tomada de opinião, qualquer tarefa repetitiva pode se tornar um produto para resolver a questão interna e já ser uma opção para outros negócios também resolverem os seus.

 4. Apostar em pessoas ambiciosas

Não leve esse subtítulo a mal, mas o maior déficit no empreendedorismo é de motivação. Não é fácil manter um time motivado o tempo todo, mesmo com liberdade, salários, prêmios etc. Seria fantásticos se as pessoas já viesses e se mantivessem motivadas o tempo todo, mas isso não vale nem para o tipo que quero buscar em 2018: os ambiciosos.

Os ambiciosos, não são oportunistas ou simplesmente mercenários que você teria que ir atrás. Não, são pessoas boas (na maioria das vezes), esforçadas, comprometidas, mas que têm um adicional: elas querem mais, elas querem crescer, serem independentes, viajarem o mundo, conquistarem coisas novas, e sabem que isso será possível por fruto do seu trabalho. Quero encontrar mais pessoas assim, pois o ambiente que crio é bom para elas, para serem livres e para conseguirem ser as melhores.

Agora não pode cair no risco de contratar pessoas gananciosas, que diferente do perfil que queremos, são perfis que não apenas querem almejar sucesso ou prosperidade, querem é se dar bem de qualquer forma.

Não confunda ambição com ganância. Uma pessoa ambiciosa quer mais e melhor, enquanto uma pessoa gananciosa quer tudo só para si e a qualquer custo.
– Mário Sergio Cortella

 
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Procurando a próxima montanha!

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