escolhendo a próxima montanha

by Luiz Júnior

Desenvolvedor e Fundador da Fermen.to

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Lido: O Último Reino (Crônicas Saxônicas vol. 1) - Bernard Cornwell

Por estranho que isso possa parecer, eu já tinha lido o volume 3 e parte do 4 dessa série, pois acabei encontrando o livro 3 por um preço excelente há uns anos e pelo que já havia lido do autor (série O Arqueiro), acabei comprando e lendo. Essa semana, diante de umas ofertas na loja da Amazon, consegui o volume 1 por meros 9 reais e iniciei a leitura.

Bem, como falei já conhecia o autor e o fato de ter lido um dos volumes futuros me deu uma sensação estranha quando passava pelos nomes de alguns personagens, mas nada demais. O livro 1 na realidade começa bem lá atrás, e cobre uma boa parte do tempo, levando a vida do protagonista Uthred de seus 7 anos até os 20, coisa que lembro que no livro três é diferente, pois o livro todo se passa entre 2 ou 3 anos de vida dele.

Meus pareceres: achei o livro bem fácil de ler, uma história bem amarrada, poucas as vezes que tive vontade de dar um

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Lido: 827, Era Galática (Série Império) - Isaac Asimov

Sou fascinado pelo autor, Asimov para mim é o melhor escritor de ficção que já existiu (me desculpem Clark, Adams e Gibson). E resolvi reiniciar a leitura dos livros dele de acordo com as datas de lançamento.

O primeiro da lista é Pebble in the Sky (algo como pedrinha no céu, uma alusão à terra vista da capital do império Trantor - no Brasil o título ficou como 827, Era Galática) e que apesar de ser o primeiro livro lançado, veio após diversas estórias curtas publicadas em revistas de sci-fi.

O começo é bem lento, com uma explicação densa de como um dos personagens consegue viajar no tempo graças a uma falha nas “estruturas de tempo do espaço”, mas logo começa a ter uma narrativa rápida e cheia de mudanças de cenas - isso é um traço da literatura asimoviana, um capítulo é entrecortado por cenas contadas de várias perspectivas.

Um dos traços que mais admiro nas obras, nessa incluso

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Procurando a próxima montanha!

O título do blog - e que deveria ter sido o primeiro post de todos - faz menção à um texto bem batido que recebi uma vez por e-mail. O texto falava de uma lenda budista, em que dizia que um conselho dos sábios era que você sempre mirasse no seu horizonte e escolhesse a maior das montanhas e fizesse dela o seu objetivo maior. Ao chegar no topo dessa, mirasse para o horizonte e então veria muitas outras (imagine-se no tibet), elegeria então a próxima mais alta e assim acabaria fazendo desse um ciclo infindável. No final das contas, você perceberia uma coisa: não teria alcançado nunca a mais alta das montanhas, mas teria se tornado um excelente alpinista.

O que isso me trouxe vai além das palavras batidas. Eu sempre precisei de motivação extra para lidar com a vida, não que eu seja uma pessoa triste, longe disso. Mas sinto-me muito bem quando tenho uma montanha na frente para escalar

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O custo da demissão

Todo empreendedor vai passar por isso um dia: não bastasse a árdua missão que é encontrar e contratar pessoas boas, você um dia se depara com o momento de fazer o oposto, demitir alguém.

Por todos os lugares em que trabalhei, sempre há duas relações diretas com uma demissão, num dado momento há um certo fetichismo em demitir alguém que está indo mal ou que incomoda, há apenas uma necessidade de dar uma resposta energética às falhas do empregado, e a demissão é a melhor delas. A outra, acontece logo após a decisão ter sido tomada e é o peso de ter que desligar alguém ou desfazer parte dos planos que - imaginamos - foram criados através da nossa contratação.

Engraçado falarmos dessas duas situações, porque no fundo, ambas representam um sentimento de punição e em seguida de culpa. Juntando toda a minha experiência anterior montando times de desenvolvimento e lidando com projetos, eu

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